Após um “choque de realidade” para os mercados acionários globais com um dado de inflação pior do que o esperado nos Estados Unidos, o Ibovespa registrou 2,30%, aos 110.793,96 pontos, em uma sessão de perdas generalizadas praticamente, desde blue chips até nomes de menor impacto e mais sensíveis à economia doméstica.
Em Wall Street, as bolsas americanas derreteram, com o índice Dow Jones registrando seu pior pregão desde junho de 2020 e os S&P 500, Nasdaq e Dow no pior dia de 2022. O movimento negativo aconteceu após índice de preços ao consumidor (CPI) subir 8,3% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, acima do consenso de alta de 8,0%. Na variação mensal, o avanço foi de 0,1% em relação a julho, apesar da baixa nos preços da gasolina. O núcleo do CPI, que exclui os preços de energia e alimentos, avançou 6,3% em agosto em relação ao ano anterior, acima da taxa de 5,9% em julho. Este foi o último indicador de inflação divulgado antes da reunião de política monetária do Federal Reserve, que acontecerá nos dias 20 e 21 de setembro.
No mercado de câmbio, o dólar à vista disparou 1,77%, cotado a R$ 5,1875, também refletindo o cenário de maiores incertezas. Os dados de inflação mais fortes do que o esperado fortaleceram a moeda americana em âmbito global e derrubaram os preços dos ativos considerados mais arriscados.
Destaques da Bolsa
Entre os destaques do dia na B3, apenas duas ações do Ibovespa encerraram a sessão no campo positivo: MRV ON, que subiu 0,90%, e BB Seguridade ON, que avançou 0,67%.
Pelo lado negativo, as blue chips recuaram em bloco. Vale ON recuou 2,71%, Petrobras PN cedeu 2,95%, Itaú Unibanco PN se desvalorizou 1,00% e Bradesco PN caiu 1,07%.
Já nomes mais sensíveis à economia doméstica e à curva de juros registraram maiores perdas. Hapvida ON perdeu 6,71%, Natura PN tombou 6,49%, Yduqs ON registrou queda de 5,34% e Petz ON teve decréscimo de 5,04%.

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