Em uma sessão de apetite a risco reduzido para os ativos locais, o Ibovespa encerrou praticamente estável nesta sexta-feira, em leve alta de 0,12%, aos 134.739,28 pontos. O mercado adotou cautela, novamente em compasso de espera por mais novidades relacionadas a negociações entre as duas maiores economias do mundo: EUA e China. Somado a isso, o desempenho da Bolsa brasileira foi prejudicado pela queda de 2,64% das ações de Vale ON, depois de a mineradora reportar lucro líquido de US$ 1,394 bilhão no primeiro trimestre de 2025, o que representa uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Na semana, o Ibovespa teve avanço de 3,92%.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, principalmente os nomes relacionados ao setor de tecnologia. O índice S&P 500 completou o quarto dia seguido no campo positivo. As ações de Alphabet, controladora do Google, subiram 1,68%, depois de a companhia reportar resultados acima do esperado no balanço do primeiro trimestre de 2025. Outros papéis também tiveram importantes altas, casos de Tesla (+9,80%), Nvidia (+4,30%) e Meta (+2,65%). O mercado adotou tom otimista após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que o país será “razoável” em relação às tarifas. Nesta sexta-feira, a revista Time publicou que Trump consideraria como uma “vitória total” se conseguir elevar tarifas comerciais de 20% a 50% sobre países estrangeiros daqui a um ano.
No mercado de câmbio, o dólar à vista registrou leve queda de 0,06%, cotado a R$ 5,6878, completando o sexto pregão consecutivo de desvalorização da moeda americana na comparação com o real. Além da percepção de diminuição das tensões entre EUA e China, contribuiu para o enfraquecimento do dólar a divulgação do índice de sentimento do consumidor americano, que caiu de 57 em março para 52,2 em abril, mas acima da expectativa de 50,8. Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,99%.

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