Em linha com o mau humor no exterior, o Ibovespa registrou queda de 1,26% na sessão desta segunda-feira, aos 139.489,70 pontos. Por aqui, prevaleceu o sentimento de maior aversão a risco com novas tarifas de Trump somado a um movimento de realização após recorde histórico do principal índice da B3. A Bolsa brasileira foi afetada por uma desvalorização de seus principais nomes, casos de Vale ON (-1,47%), Petrobras PN (-0,19%), Itaú PN (-1,33%) e Bradesco PN (-0,96%). O destaque positivo do pregão veio do bom desempenho dos frigoríficos: BRF ON (+9,37%), Marfrig ON (+4,09%) e Minerva ON (+1,16%).
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, reagindo negativamente ao anúncio de novas tarifas impostas por Donald Trump para Japão (25%), Coreia do Sul (25%) e África do Sul (30%) a partir de 1º de agosto. A atenção global se concentra no dia 9 de julho, data limite que a Casa Branca impôs para conseguir acordo com países do mundo inteiro. “Tarifas podem ser modificadas, a depender da nossa relação com os países”, declarou Trump.
No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu 0,98%, cotado a R$ 5,4778, em linha com o fortalecimento da moeda americana em âmbito global, após Trump anunciar tarifas de importações a diversos países. O dólar atingiu seus maiores níveis na comparação com o real em 10 dias.

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