Um dado de inflação positivo e uma comunicação mais branda do Banco Central levaram o Ibovespa a renovar seu recorde histórico de fechamento pelo 12º dia consecutivo e chegar ao 15º pregão seguido no campo positivo, igualando sequência entre maio e junho de 1994. A Bolsa brasileira acelerou 1,60% nesta terça-feira, aos 157.748,60 pontos. O principal índice da B3 foi impulsionado pela valorização de 2,60% das ações de Petrobras e pelo avanço do setor bancário, especialmente após o balanço do terceiro trimestre do BTG Pactual, cujas units subiram 2,32%. Outros nomes so segmento também avançaram, casos de Banco do Brasil ON (+3,03%), Bradesco PN (+2,15%) e Itaú PN (+1,93%). Pelo lado negativo, as ações de Vale ON cederam 0,26%. Já os papéis de Natura ON tombaram 15,65%, com o mercado repercutirando negativamente os números trimestrais da companhia.
Entre os indicadores econômicos, o IPCA registrou alta de 0,09% em outubro, abaixo da projeção do mercado de 0,14%. Este foi o menor indicador para um mês de outubro desde 1998. Segundo a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, o número de hoje confirmou o que observamos há algumas leituras: o IPCA tem adotado uma trajetória um pouco mais benigna, dando continuidade, portanto, ao “bom momento” dos indicadores de inflação. Ela, no entanto, aponta que os números de serviços ainda preocupam e exigem atenção por parte do Banco Central.
Já a ata do Copom, divulgada no início da manhã desta terça-feira, assumiu um tom um pouco mais brando que o adotado pelo comunicado divulgado no dia da decisão – em que a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano, apontou a economista-chefe da B.Side. O Banco Central não sinalizou claramente quando os cortes vão começar a acontecer, mas afirmou que o cenário tem se delineado conforme esperado.
No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,64%, cotado a R$ 5,2732, na quinta sessão consecutiva de desvalorização da moeda americana. O movimento foi justificado por um apetite maior a risco no exterior, diante da expectativa pelo fim da paralisação do governo americano, e por números positivos da inflação doméstica, reforçando a leitura de que a trajetória inflacionária no Brasil está controlada pelo Banco Central.

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