Em linha com o bom humor no exterior, o Ibovespa registrou avanço de 1,46% na sessão desta terça-feira, aos 160.455,83 pontos. Por aqui, um número de inflação alinhado com as expectativas do mercado aumentou o apetite a risco. O IPCA-15 registrou avanço de 0,25% em dezembro, encerrando 2025 com valorização de 4,41%, abaixo do teto da meta do Banco Central, de 4,50%. Assim, ações cíclicas, que sofreram quedas mais bruscas ontem, tiveram um pregão de recuperação, casos de C&A ON (+6,39%), Cogna ON (+5,85%), Yduqs ON (+4,85%) e Direcional ON (+4,71). As empresas ligadas a commodities passaram por uma sessão de fraqueza, com Vale ON recuando 0,03% e Petrobras ON subindo 0,09%.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, mas com fôlego reduzido. Os índices de Nova York completaram o quarto dia consecutivo no campo positivo, com o S&P 500 renovando recorde histórico de fechamento. Entre os indicadores econômicos, o PCE, índice de inflação favorito do Federal Reserve, subiu ao ritmo anualizado de 2,8% no terceiro trimestre nos Estados Unidos. Mesmo assim, o mercado segue confiante que o Fed seguirá o processo de redução de juros americanos em 2026.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,95%, cotado a R$ 5,5314, quebrando uma sequência de sete sessões consecutivas da moeda americana em alta. A venda de US$ 500 milhões em leilões de linha do Banco Central contribuiu para um maior apetite pelo real.

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