Após ter conseguido se manter ileso aos efeitos dos conflitos entre Estados Unidos e Irã na sessão anterior, o Ibovespa não repetiu o mesmo desempenho nesta terça-feira e registrou forte queda de 3,28%, aos 183.104,87 pontos. Os principais nomes da Bolsa brasileira tiveram recuos significativos, casos de Vale ON (-4,17%), Itaú PN (-3,35%), BTG Pactual units (-5,86%), Bradesco PN (-4,78%) e Banco do Brasil ON (-4,17%). As ações de Petrobras PN até operaram durante boa parte do pregão no campo positivo, já que o petróleo disparou 4% no mercado internacional, contudo também foram impactadas pelo mau humor generalizado e caíram 0,44%.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, mas em ritmo de baixa mais contido. Com exceção do setor financeiro, todos os setores do S&P 500 fecharam em queda. Os setores industriais e de materiais registraram as piores perdas devido a temores de que a alta dos preços do petróleo possa afetar negativamente a economia americana. Os papéis de Blackstone tombaram 3,83%, após o Financial Times noticiar que o fundo de crédito da empresa registrou saídas líquidas de US$ 1,7 bilhão neste primeiro trimestre.
No mercado de câmbio, o dólar à vista acelerou 1,92%, cotado a R$ 5,2652, refletindo a maior aversão global a risco que se espalhou por conta dos conflitos no Oriente Médio. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a avançar mais de 3%, ultrapassando o nível de R$ 5,34. Assim como outras divisas emergentes, o real fica menos atrativo com investidores em busca de um “porto seguro” no dólar.

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