Sem um sinal de que o conflito no Oriente Médio terá um cessar-fogo, agentes globais voltaram a adotar um sentimento de maior aversão a risco, penalizando com mais força mercados emergentes. Assim, o Ibovespa registrou forte queda de 2,64% nesta quinta-feira, aos 180.463,84 pontos. A Bolsa brasileira foi pressionada por um importante recuo 3,33% de Vale ON e do setor bancário, com baixas de Itaú PN (-3,33%), Bradesco PN (-3,22%), Banco do Brasil ON (-3,62%) e BTG Pactual units (-4,58%). Pelo lado positivo, os papéis de Petrobras PN avançaram 0,47%, em ritmo de alta alinhados com a forte valorização do petróleo. As ações de Braskem PNA dispararam 16,94%, acompanhando o desempenho de pares no exterior, com a leitura de uma possível restrição na oferta de produtos petroquímicos, o que pode beneficiar a companhia.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, com o aumento da preocupação dos mercados no sexto dia de guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, levando o petróleo do tipo WTI a disparara mais de 8% e atingir seu maior patamar desde julho de 2024, acima de US$ 80 o barril. O Brent subiu acima do nível de US$ 85. As disputas sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz seguem no foco dos investidores. O aumento nos preços do petróleo alimentam temores de que a economia americana desacelere ou até mesmo entre em recessão no futuro.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 1,32%, cotado a R$ 5,2870, em linha com o cenário de enfraquecimento de divisas emergentes, entre elas o real, na comparação com a moeda americana, em movimento que vem se intensificando desde a eclosão do conflito no Oriente Médio, com investidores do mundo todo em busca de proteções como dólar e ouro.

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