Ataque de Israel ao Irã eleva tensão global e impacta mercados internacionais:
Os mercados globais operaram em modo risk-off após Israel atacar instalações nucleares no Irã, provocando retaliação com o lançamento de 100 drones. O petróleo chegou a subir 11%, os futuros das bolsas de Nova York recuam mais de 1%, e os rendimentos dos Treasuries passaram a subir. Bolsas europeias e asiáticas também fecharam em baixa. O cenário geopolítico se agrava em meio a críticas à política tarifária errática dos EUA e incertezas sobre a postura de Donald Trump, que mencionou futuros ataques ao Irã.
Crise fiscal e política pressiona ambiente local:
No Brasil, a falta de consenso sobre o aumento do IOF mantém a tensão fiscal, com o mercado estimando impacto menor que o previsto pelo governo. A Selic divide apostas entre manutenção e alta de 0,25 p.p. na próxima reunião do Copom. No campo político, a desaprovação ao governo Lula segue elevada, e novos ruídos surgem com o caso da deputada Carla Zambelli e pressões do Congresso por verbas e isenção no IR. O volume de serviços de abril, que deve crescer 0,2%, e a agenda de inflação nos EUA são monitorados.
Reestruturações e movimentos estratégicos agitam empresas da Bolsa:
Entre as empresas, a Gol viu suas ações dispararem 406% após um aumento de capital de R$ 12 bi ligado à saída do Chapter 11, mas o mercado espera maior volatilidade. B3, Neoenergia e Telefônica anunciaram pagamento de JCP. A Petrobras foi alvo de ação popular envolvendo seu comitê de pessoas, enquanto a Minerva questiona no Cade a fusão BRF-Marfrig. Casas Bahia antecipou conversão de debêntures e postergação de pagamentos. A alta do petróleo pode beneficiar Petrobras, mas pressiona custos no setor aéreo.
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