Preço do minério de ferro e bom momento da Vale elevam atratividade de debêntures participativas da mineradora

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As debêntures participativas de Vale vêm chamando a atenção do mercado, principalmente depois que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a União anunciaram a venda desses títulos de renda fixa em uma operação que movimentou cerca de R$ 11,5 bilhões no mês passado.

Em 31 de dezembro de 2020, havia em circulação 388.559.056 de debêntures participativas de Vale (ou cerca de R$ 22 bilhões), e o BNDES e a União eram titulares de aproximadamente 55% do total das debêntures.

Os papéis que foram inicialmente vendidos por R$ 0,01 em 1997, atualmente são negociados na casa dos R$ 60 no mercado secundário, mas mesmo assim são apontados como atrativos e com espaço de valorização pela trajetória de alta do minério de ferro e pelo bom momento pelo qual a Vale vem passando, refletido nas ações da mineradora que se encontram em suas máximas históricas, negociadas na Bolsa de Valores acima de R$ 110.

Caso tenha interesse no papel, é necessário entrar em contato com algum relationship manager da B.Side Investimentos para reserva das debêntures participativas.

O que são debêntures participativas

Negociadas sob o ticker de CVRDA6, as debêntures participativas da Vale são títulos de dívida que foram emitidos em 1997 em meio à privatização da companhia, viabilizando que o governo federal e demais acionistas pudessem participar dos ganhos com os direitos minerários da empresa depois da desestatização e mitigar riscos relacionados à atividade de mineração.

A venda do BNDES permitiu que uma maior quantidade dos papéis CVRDA6 fosse negociada no mercado secundário, fato que culminou na pulverização da base de investidores, em um movimento que tende a fomentar ainda mais a liquidez das debêntures participativas. 

Características da CVRDA6

Ao contrário de outros títulos de dívida emitidos pela Vale, as debêntures participativas têm como principal característica seu fluxo de caixa dolarizado (mais próximo de um bond emitido no exterior) e a remuneração híbrida (uma parte como renda fixa e outra como renda variável). Vale ressaltar que o CVRDA6 é perpétuo, não tendo nenhuma data de vencimento.

Detalhando a remuneração da debênture, a parte de renda fixa está atrelada à obrigatoriedade do pagamento de remuneração semestral nos meses de abril e outubro. Já a parcela de renda variável gira em torno da performance financeira dos principais ativos da Vale, vinculada ao Sistema Norte de Carajás e um aumento da remuneração quando houver a inclusão dos ativos do Sistema Sudeste. 

Além disso, apesar do preço ser negociado em reais, a remuneração (prêmio) também depende, principalmente, do preço do minério de ferro (commodity negociada em dólares no mercado internacional).

Na ordem de preferência, os títulos são subordinados às demais classes de dívida da Vale, porém são sêniores às ações da companhia.  Porém, ao contrário dos acionistas da Vale, os credores da companhia – inclusive os detentores dos papéis CVRDA6 – não compartilham dos riscos inerentes ao negócio de mineração como passivos ambientais, tributários e trabalhistas.

Cenário para investimento na CVRDA6

No cenário-base estipulado pelo BTG Pactual, que contempla a normalização do preço do minério de ferro no longo prazo, o ativo oferece um yield dolarizado de 8,5% (ou 7,1% em um cenário alternativo), com uma remuneração mais atrativa do que outros títulos de renda fixa da Vale.

Atualmente, o minério de ferro é cotado acima de US$ 190 e segue com boas perspectivas diante da recuperação econômica chinesa, país com a maior demanda pela commodity, e o pacote de infraestrutura dos Estados Unidos apresentado pelo presidente Joe Biden.

Apesar de não existir vencimento para o papel, existem boas chances de a Vale vir a mercado em algum momento comprar esses títulos, mesmo que não tenha o chamado “call option” ou direito de recompra. Em caso de oferta pública acima do preço que está negociando, cabe ao detentor da debênture aceitar vender ou não.

Esse cenário, no entanto, é para o médio prazo, já que a empresa comunicou em março que não considera a recompra antecipada das debêntures neste momento, pois a estratégia não é prioridade na sua alocação de capital. Além disso, a mineradora não pode recomprar as debêntures a um preço igual ou inferior ao negociado no mercado secundário, o que desincentiva essa possibilidade no curto prazo.

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