“Não pretendemos entrar no trading e ser concorrentes da B3”, diz Rodrigo Amato, CEO da Laqus

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Em junho de 2021, depois de três anos e meio, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concedeu uma autorização à fintech Laqus, ex-Mark 2 Market, para atuar como central depositária de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), levantando a possibilidade de maior concorrência no mercado de custódia e liquidação de títulos. Atualmente, o modelo vigente é um monopólio controlado pela B3 por meio da Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).

Além dos CRAs, futuramente a Laqus também poderá atuar com outros produtos financeiros como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), letras financeiras, debêntures, ações, entre outros.

“Temos claro que o nosso caminho a partir de agora é fazer a lição de casa, entregar os CRAs, nos tornarmos conhecidos pelos principais agentes do mercado, que possam reconhecer que somos uma alternativa ao serviço de depósito de liquidação”, afirmou Rodrigo Amato, CEO da Laqus, em apresentação a analistas do mercado que contou com a B.Side Investimentos. “Distribuidores e intermediários tendem a se beneficiar de um volume maior de transações.”

A autorização da CVM vem em um momento em que o mercado enxerga um cenário cada vez mais próximo de o Brasil ganhar uma “nova Bolsa” para concorrer com a B3. As ações da empresa (B3SA3) apresentam tendência de queda, acumulando uma desvalorização superior a 17% neste ano.

A Laqus, no entanto, faz questão de ressaltar que não pretende ser uma plataforma de negociação. A empresa tem planos de futuramente também ser uma clearing, além de um depósito de liquidação.

“Ser ambiente de trading não está no nosso roadmap”, disse Amato. “Queremos ser uma infraestrutura de pós-negociação para qualquer solução de ambiente de negociação que venha a existir.”

Amato ainda diz que se alguém estiver pensando em fazer uma Bolsa em concorrência à B3 pode usar a Laqus como clearing e depositária. “Não sei qual é a bolsa que vai conseguir se firmar no mercado ou vai ter liquidez suficiente, eu só quero ser fornecedor de todos eles, independente de quem vença.”

História da Laqus, antiga Mark 2 Market

Fundada em 2010, a Laqus nasceu com o propósito de atender a economia real, levando ferramentas e conhecimento para tentar equilibrar a relação entre empresas e bancos nas diversas operações financeiras que uma companhia faz.

No final de 2013, a empresa teve uma captação de seed money para desenvolver a versão inicial do seu software. Desde então, vem crescendo organicamente a base de clientes e hoje conta com cerca de R$ 310 bilhões controlados pelo software, além de uma equipe de 40 pessoas.

Agora, como pretensão, a Laqus quer alavancar suas receitas. Hoje, a receita da companhia é advinda das assinaturas do software proprietário. Hoje, se a carteira atual de clientes saísse de R$ 310 bilhões para R$ 620 bilhões, nada mudaria. Então, a meta é reunir o maior número de clientes e operações, o que daria uma base para avançar no modelo de negócio.

“O sonho sempre foi: ‘vamos ser Cetip’. Mas para que isso fizesse sentido, precisaríamos reunir condições de provar para o regulador a nossa competência técnica e operacional em lidar com operações financeiras dos mais variados tipos. Por isso que começamos pelo lado da economia real, que é um público até hoje mais desassistido, principalmente de ferramentas”, explicou Amato.

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