Inflação no Brasil deve atingir pico em setembro, projeta Vinland Capital

Assets, Fundos & Gestores

Gestores afirmam que investidor deve priorizar caixa para enfrentar momento de turbulência no Brasil

Questionado no evento BTG Bankers Experience 2021 sobre qual movimento seria adequado para o investidor nesse momento de turbulência no âmbito doméstico, Márcio Roberto...

Por que o Newton Tech Fund não investe na B3 quando o assunto é tech?

Atualmente, 10 meses após o lançamento do Newton Tech Fund, disponível na plataforma do BTG Pactual, uma pergunta com certeza sempre vai acompanhar o...

Quantitas projeta Selic a 10% em 2022 para depois retornar a 6,5% em 2023

Diante de um cenário de pressão inflacionária no Brasil e no mundo, a Quantitas, asset independente com mais de R$ 4 bilhões sob gestão,...

Fundos multimercado macro juntam os cacos após tombo no Brasil e aumentam posições no exterior

2021 definitivamente não tem sido um ano fácil para os fundos multimercados, principalmente os da categoria macro, isto é, aqueles que têm uma estratégia...

Pela primeira vez em 2021, o Boletim Focus, relatório publicado pelo Banco Central com a mediana das expectativas do mercado, divulgado nesta segunda-feira (16), registrou que o IPCA fechará o ano acima de 7%, mais precisamente a 7,05%. Contudo, a atualização para cima do indicador oficial de inflação do País não surpreendeu ninguém, já que esta foi a 19ª vez consecutiva que o Focus trouxe uma revisão altista para o IPCA.

E, de acordo com a Vinland Capital, asset independente com quase R$ 4 bilhões sob gestão, os dados inflacionários ainda têm uma tendência de piora, alcançando seu pior momento no mês que vem. “A inflação fará um pico em setembro de 9,32% nos últimos 12 meses e deverá fechar o ano próximo a 7%”, afirma Felipe Arslan, sócio responsável pela relação com investidores da Vinland Capital, em entrevista para o B.Side Insights, adicionando que para 2022 a casa tem uma projeção de inflação de 4%, mas com risco de alta. “A inflação saiu um pouco de controle, principalmente a de 2022.”

E, na tentativa de controlar essa alta inflacionária, o Banco Central teve que agir. Depois de elevar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para 5,25% ao ano, há duas semanas, a instituição monetária já sinalizou que pretende promover um ajuste de mesma magnitude na reunião de setembro, em um movimento considerado adequado pela Vinland.

Além da reunião de setembro, a asset espera que, nas duas últimas reuniões de política monetária do ano (em outubro e dezembro), o BC deve promover altas de 0,75 e 0,50 ponto percentual, fechando o ano de 2021 com a Selic a 7,50%, ou seja, meio ponto percentual acima do juro neutro, encerrando o ciclo de retirada de estímulos. “O Banco Central terá que continuar com esse pace por conta da inflação extremamente alta, que já está começando a desgarrar para o ano que vem”, diz Arslan. 

Risco fiscal nunca desapareceu

Outro risco bastante comentado no mercado é o fiscal, contudo Felipe Arslan considera que esse sempre esteve no radar, hora com um debate mais intenso e hora menos presente. Segundo ele, o risco do populismo, de aumentar o valor do Bolsa Família e de haver uma pedalada no precatório, inclusive, são ruídos que seguram uma valorização mais expressiva da Bolsa de Valores.

O problema, na visão de Arslan, é abrir um precedente para gastar mais, quando na verdade as discussões deveriam ser ao contrário, no sentido de pensar em cortar gastos. “Se você abre a porteira para mais gastos, nunca se sabe o que pode vir pela frente. E essa pressão por mais gastos irá continuar até o final do mandato do Bolsonaro, então o mercado precisará saber lidar com isso”, opina o RI da Vinland. 

Risco maior está no exterior

Apesar dos riscos domésticos relatados acima, a Vinland Capital considera que o maior risco está nos Estados Unidos. De acordo com a asset, o Federal Reserve, o banco central americano, pode vir na próxima reunião de setembro com um plano detalhado de retirada de estímulos para começar o tapering (redução das compras de ativos) já em dezembro.

“Isso é um risco por ser mais rápido do que o mercado está esperando”, alerta Arslan.

Publicidade

Recomendado

Deixe um comentário

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Recentes

Fechamento B.Side: Ibovespa ameniza perdas após permanência de Guedes e cai aos 106 mil pontos; dólar recua a R$ 5,62

Em mais um dia de pressão para os ativos domésticos, ainda refletindo os temores fiscais por mudanças no teto de gastos, o Ibovespa registrou...

Gestores afirmam que investidor deve priorizar caixa para enfrentar momento de turbulência no Brasil

Questionado no evento BTG Bankers Experience 2021 sobre qual movimento seria adequado para o investidor nesse momento de turbulência no âmbito doméstico, Márcio Roberto...

B.Side Daily Report: mercado digere alteração no teto de gastos por meio de PEC dos Precatórios; bolsas sobem no exterior

Bolsas globais adotam tom majoritariamente positivo Os índices futuros de Nova York não definem sinal único, enquanto as bolsas europeias sobem em bloco nesta sexta-feira....

Fechamento B.Side: Ibovespa desaba aos 107 mil pontos com risco fiscal persistente; dólar dispara a R$ 5,66

Repercutindo as falas de ontem do ministro da Economia, Paulo Guedes, que propôs um “waiver” (perdão) para permitir gastos de R$ 30 bilhões ou...

“O teto de gastos não é mais um instrumento de estabilização”, afirma Carlos Woelz, sócio-fundador da Kapitalo

Desde que integrantes do governo anunciaram no início da semana que parte do Auxílio Brasil, programa social que substituirá o Bolsa Família, poderá ser...
Publicidade