O que são RABs e como elas podem ajudar a rentabilizar sua carteira

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Em um cenário no qual investidores têm demandado cada vez mais opções de investimentos alternativos, as operações estruturadas têm ganhado cada vez mais espaço no mercado. Prova disso é que, segundo a B3, o volume de negócios com opções flexíveis (contratos não padronizados de derivativos) de ações chegou a R$ 4,7 bilhões em julho de 2021, um aumento de quase três vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

Uma das operações estruturadas mais utilizadas por investidores pessoa física têm sido as operações de resultado até a barreira, também conhecidas como RABs, que têm como diferencial permitir que um investidor compre ações com um maior gerenciamento de risco, já que é possível lucrar com a alta ou a baixa de determinado papel. Sendo assim, também aumenta a possibilidade de gerar maiores rendimentos à carteira. Com elas, um investidor pode enxergar de forma clara seu potencial de retorno, ciente dos riscos envolvidos na operação e o melhor de tudo: sem custos. Apesar disso, por ser tratar de uma operação envolvendo derivativos, a operação é indicada apenas para investidores com perfil arrojado.

Afinal, o que é uma RAB?

A estrutura da RAB consiste na compra de uma determinada ação, venda de uma opção de compra (call) e compra de uma opção de venda (put). O preço de exercício das opções de compra e de venda são iguais. Assim, a opção de compra dá o direito de comprar uma ação futuramente a um determinado preço de exercício, enquanto a opção de venda dá o direito de vender uma ação futuramente por um valor estabelecido.

Para simplificar, a RAB tem como principal objetivo trocar a apreciação potencial de um papel por um retorno pré-determinado e, com isso, ganhar uma proteção parcial. Ela é, inclusive, conhecida como “renda fixa da Bolsa”, justamente por essa característica de previsibilidade. O produto pode ser considerado uma alternativa a quem quer colocar o pé na renda variável sem enfrentar tanta volatilidade.

Uma RAB sempre terá as seguintes características:

  1. o ativo a ser comprado
  2. uma taxa pré-fixada
  3. o percentual de proteção
  4. o vencimento da operação

Exemplo de como funciona uma RAB

Na operação de uma RAB, há dois cenários que podem acontecer:

1º) Cenário de ganho: no vencimento, caso o ativo nunca toque na barreira de baixa (ainda sim é possível ganhar com uma desvalorização do papel), o investidor tem um ganho pré-fixado acordado no início da operação.

2º) Cenário de rompimento de barreira: durante o período da operação, caso o papel tenha uma desvalorização maior do que a barreira acordada, a estrutura com as opções é desmontada, e o investidor pode optar por manter a ação na carteira ou vendê-la.

Exemplo:

  1. Ativo: Petrobras PN (PETR4)
  2. Cupom: 10%
  3. Barreira: -15%
  4. Vencimento: 45 dias

Nesse caso, a RAB de PETR4 terá um ganho máximo de 10%, mesmo se o papel cair até a barreira de -15%. Essa estrutura terá validade durante 45 dias. Veja o exemplo de retorno na tabela abaixo:

Principais riscos de uma RAB

Mesmo que o intuito do produto seja proteção, as RABs não são ativos livres de risco, ou seja, também podem ser afetadas por cenários de estresse e alta volatilidade. Um dos maiores exemplos recentes foi a crise causada pela pandemia de covid-19, praticamente fora do radar de todos os investidores mundo afora.

Contudo, como as operações são estruturadas com ações de companhias com potencial de lucro e crescimento, mesmo no pior cenário, em que a RAB seja desmontada, o investidor fica com os papéis devido ao acionamento da barreira e estaria, em tese, de um investimento atrativo. O único problema é se o investidor necessitar de liquidez e não puder esperar pela recuperação dos preços.

O mais importante é o investidor utilizar a RAB com parcimônia, sem alavancar excessivamente as posições.

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