Fechamento B.Side: Ibovespa tomba aos 108 mil pontos com temores relacionados a crise da Evergrande na China e queda de commodities; dólar sobe a R$ 5,33

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Um sentimento de aversão global causado pelo risco de calote da Evergrande, segunda maior incorporadora da China, fez o Ibovespa tombar 2,33%, aos 108.843,74 pontos. Investidores adotam cautela diante de uma possibilidade de risco de contágio para outras companhias e segmentos da economia do país asiático. Somado a isso, as commodities, que representam um relevante segmento na Bolsa, recuaram com força globalmente, empurrando o índice para baixo.

Em Wall Street, as bolsas americanas também recuaram em bloco, impactadas pelos riscos envolvendo os mercados emergentes e aumentando as perdas do mês de setembro. O S&P 500 teve seu pior desempenho diário desde 12 de maio, enquanto o Dow Jones registrou a maior queda diária desde 19 de julho. Por fim, o mercado também aguarda a reunião do Federal Reserve, o banco central americano, na quarta-feira, à espera de sinais pelo início do tapering, processo de redução de compra de ativos.

No mercado de câmbio, o dólar à vista acelerou 0,93%, cotado a R$ 5,3312, com investidores buscando proteção na moeda americana ao redor do mundo. Somado a isso, o mercado aguarda decisões de juros no Brasil, Estados Unidos e em outros países.

Destaques da Bolsa

Em um dia de estresse para o mercado acionário, apenas cinco ações encerraram o pregão no campo positivo. Os papéis de Copel PNB dispararam 4,68%, depois de a companhia anunciar o pagamento de R$ 1,436 bilhão em dividendos.

Já as ações de CVC ON subiram 0,88%, após notícia de que os Estados Unidos permitirão a entrada de turistas brasileiros que receberam as duas doses da vacina contra a covid-19 a partir de novembro.

Sabesp ON (+1,82%), Iguatemi ON (+0,41%) e EDP Brasil ON (+0,11) completaram a lista das companhias que encerraram no azul.

Pelo lado negativo, as empresas relacionadas a commodities derreteram. No caso do minério de ferro, o metal caiu 8,8% no porto de Qingdao, para US$ 92,98 por tonelada, no menor preço desde 14 de maio de 2020. Com a baixa de hoje, a principal matéria-prima do aço passou a exibir desvalorização de 42% em 2021. Assim, Vale ON recuou 3,30%, Usiminas PNA perdeu 1,44%, CSN ON caiu 3,09% e Gerdau PN teve decréscimo de 0,94%.

O petróleo também recuou quase 2%. Assim, PetroRio ON tombou 5,68%, enquanto Petrobras ON e PN caíram 1,06% e 1,12%, respectivamente.

O setor bancário foi mais um bastante penalizado, com Itaú Unibanco PN cedendo 2,27%, Bradesco PN recuando 3,75% e Banco do Brasil ON fechando em queda de 3,25%.

Na maior baixa do dia, Braskem PNA desabou 11,54%, depois que a Novonor, ex-Odebrecht, apresentou um novo modelo de venda de sua participação na companhia após não conseguir compradores pelo processo tradicional, segundo reportagem do Valor Econômico.

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