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Fechamento B.Side: Ibovespa desaba aos 107 mil pontos com risco fiscal persistente; dólar dispara a R$ 5,66

Fechamento B.Side: Ibovespa desaba aos 107 mil pontos com risco fiscal persistente; dólar dispara a R$ 5,66

Repercutindo as falas de ontem do ministro da Economia, Paulo Guedes, que propôs um “waiver” (perdão) para permitir gastos de R$ 30 bilhões ou mais fora do teto de gastos com o objetivo de financiar o Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família, o Ibovespa registrou forte desvalorização de 2,75%, aos 107.735,01 pontos.

Após chegar a cair mais de 4%, a Bolsa teve uma melhora na parte da tarde quando o relator da PEC dos Precatórios, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na Câmara que a nova modelagem de pagamento parcelado das dívidas judiciais da União deve abrir espaço fiscal de R$ 83 bilhões no Orçamento de 2022. Segundo o relator, os recursos serão utilizados para financiar o reajuste de programas sociais dentro do teto dos gastos.

No mercado de câmbio, o dólar à vista acelerou 1,92%, cotado a R$ 5,6676, também refletindo as incertezas fiscais do País.

Em Wall Street, as bolsas americanas registraram novo dia de ganhos, com exceção do Dow Jones, que praticamente não andou depois de renovar recorde histórico de fechamento ontem. Por outro lado, o S&P 500 teve a sétima sessão consecutiva de alta, com o mercado adotando uma visão positiva para os resultados corporativos do terceiro trimestre de 2021.

Destaques da Bolsa

Em um dia de estresse praticamente generalizado, apenas duas ações encerraram o dia no campo positivo. Os papéis de Suzano ON subiram 1,65%, enquanto BB Seguridade ON avançou 0,80%. As units de Klabin ficaram estáveis, sem ganhos nem perdas.

Na contramão, as units de GetNet tombaram 19,76%, dando prosseguimento ao movimento de correção visto ontem. Nos dois primeiros dias da empresa na Bolsa, a GetNet subiu mais de 80%.

A disparada dos jutos futuros impactou novamente diversos setores, entre eles varejistas e empresas do setor de construção. Magazine Luiza ON caiu 6,34%, Via ON recuou 7,61%, Cyrela ON cedeu 6,20% e Eztec ON registrou decréscimo de 5,60%.

As mineradoras e siderúrgicas também caíram em bloco, afetadas pela desvalorização do minério de ferro na China. Vale ON perdeu 1,64%, Usiminas PNA derreteu 5,41%, Gerdau PN caiu 2,85% e CSN ON teve queda de 4,10%.

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