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Fechamento B.Side: Alívio geopolítico e China animam mercados; Ibovespa sobe e dólar cai abaixo de R$ 5,50

O mercado iniciou a semana com forte apetite ao risco, impulsionado por sinais de possível distensão no conflito entre Irã e Israel e dados econômicos acima do esperado na China. A combinação desses fatores impulsionou os ativos de risco globalmente. No Brasil, o dólar à vista caiu 1% e fechou a R$ 5,4861, menor nível desde outubro, enquanto o Ibovespa subiu 1,49%, encerrando aos 139.255 pontos — maior nível de fechamento desde maio.

Em Nova York, os principais índices também avançaram: Nasdaq (+1,52%), S&P 500 (+0,94%) e Dow Jones (+0,75%), com investidores reagindo a declarações que indicam intenção do Irã em negociar com os EUA. Apesar das falas contraditórias de líderes políticos e militares, o petróleo devolveu parte dos ganhos recentes (Brent -1,35%) e o ouro também recuou, refletindo menor busca por proteção.

No Brasil, a valorização de commodities beneficiou ações como Vale ON (+3,26%). Entre os destaques positivos, Magazine Luiza (+6,71%) e CSN (+6,05%) lideraram as altas. Já Petrobras recuou, influenciada pela queda do petróleo e incertezas sobre margens. A curva de juros teve comportamento misto: os DIs curtos subiram com expectativas sobre o Copom, enquanto os longos cederam, refletindo alívio no cenário externo e possível sinalização mais dura na política monetária.

A expectativa para a reunião do Copom na quarta-feira divide o mercado entre manutenção da Selic em 14,75% e uma nova alta de 0,25 ponto. O comportamento dos juros também refletiu o compasso de espera por decisões nos EUA e no Brasil, e pela votação do projeto de urgência sobre o aumento do IOF na Câmara dos Deputados.

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