Conflito no Oriente Médio segue no foco; dados da China ajudam bolsas
O prolongamento do conflito entre Israel e Irã continua influenciando os mercados globais, com novos ataques e declarações de ambos os lados. A possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial, segue como ponto de atenção. Apesar do cenário geopolítico tenso, os mercados encontraram algum alívio com os dados da China: as vendas no varejo cresceram 6,4% e a produção industrial subiu 5,8% em maio, superando expectativas. Bolsas asiáticas e europeias iniciaram a semana em alta. O dólar recua frente a outras moedas fortes, os juros dos Treasuries avançam e o petróleo registra leve correção, após a forte alta da sexta-feira anterior. A semana também será marcada por decisões de juros do Fed, Banco da Inglaterra e Banco Central da China.
Expectativa sobre o Copom e pressões políticas em torno do IOF
No cenário doméstico, os agentes econômicos acompanham com atenção a reunião do Copom, que anunciará sua decisão na quarta-feira. O mercado se divide entre uma possível elevação de 0,25 ponto percentual na Selic ou manutenção do atual patamar. Em paralelo, a medida provisória que altera a tributação do IOF segue gerando reação no Congresso. Uma articulação de frentes parlamentares planeja um ato pedindo a devolução da proposta. O presidente Lula participa da Cúpula do G7 no Canadá, onde estão previstos encontros bilaterais. No plano econômico, o IBC-BR de abril, divulgado nesta segunda-feira, é observado como prévia do PIB e tem expectativa de crescimento de 0,1%. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a se manifestar sobre a percepção fiscal do mercado, afirmando que a preocupação aumentou após a posse do atual governo.
Sessão volátil e movimentações empresariais
O mercado financeiro local pode registrar volatilidade nesta segunda-feira, refletindo o comportamento misto das commodities — com queda do petróleo e alta do minério de ferro — e os desdobramentos do cenário externo. No noticiário corporativo, a subsidiária da Embraer, Eve, assinou contrato de US$ 250 milhões com a operadora Revo e a Omni Helicopters International para fornecimento de até 50 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. A Americanas firmou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para regularizar aproximadamente R$ 865 milhões em dívidas fiscais. A Gol anunciou planos de expansão internacional após encerrar seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.
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