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Diante de um cenário de pressão inflacionária no Brasil e no mundo, a Quantitas, asset independente com mais de R$ 4 bilhões sob gestão, espera que o Banco Central adote um ciclo mais duro de aperto monetário e eleve a Selic para um patamar de dois dígitos, próximo a 10% ao ano.

“O Banco Central deverá continuar dando essas altas de 100 basis points (outubro de 2021, dezembro de 2021 e fevereiro de 2022) até 9,25% ao ano. Colocamos uma alta terminal de 0,75%, mas se for algo em torno de 9,75% ou 10,25% ao ano tem praticamente o mesmo impacto residual final”, afirma João Fernandes, sócio e economista da Quantitas, em contato com o B.Side Insights.

Com uma visão negativa de inflação para o Brasil, a gestora projeta um IPCA de 8,7% neste ano e de 4,3% para 2022, ainda acima da meta de 3,5% estabelecida pelo BC.

“A inflação deve desacelerar no segundo semestre do ano que vem e será fundamental para em 2023 termos realmente uma chance grande de colocar a inflação perto da meta novamente”, diz o economista. “Se você subir menos do que deveria a Selic, começa a trazer riscos da inflação de 2023 também ser alta.”

Quanto tempo os juros permanecem em dois dígitos?

Segundo Fernandes, o ciclo para redução de juros deve começar em 2023, já que estaremos, de acordo com suas estimativas, com uma inflação próxima da meta, o suficiente para que o Banco Central possa colocar o juro novamente no patamar neutro.

“A ideia de subir os juros para 10% ao ano é que ele fique acima de um patamar que seja consistente com a inflação na meta e faça com que essa inflação acima da meta vá para a meta. A partir do momento que essa inflação foi para a meta, esse juro acima do neutro consegue voltar, porque é estando no neutro que a inflação permanece nessa meta. Se ele continuasse em 10%, essa inflação iria para baixo da meta”, explica o economista da Quantitas.

Na visão da gestora, o juro neutro é próximo de 6,5% ao ano, então a Selic deveria bater na casa dos dois dígitos e retornar a esse patamar. “Mas vale destacar que são valores esperados. Até lá muitos choques e eventos novos podem acontecer”, alerta Fernandes.

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